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terça-feira, 16 de março de 2010

Sódio x Potássio x Sal Light




A atual recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o consumo diário de sal não exceda 6 g por dia, o que equivale a uma colher de chá. No entanto, o consumo está muito além disso. Nos países ocidentais chega a 10 g em média, enquanto que no Brasil, assim como nos países asiáticos e na Europa oriental atinge 12 g.

Para se ter uma ideia, um estudo recém-publicado pelo periódico British Medical Journal revela que uma redução de pelo menos 5 g no consumo diário de sal seria capaz de diminuir o risco de acidente vascular cerebral, o popularmente conhecido "derrame" em 23%, e o de doenças cardiovasculares em 17%.

Isso significa que a redução do consumo de sal evitaria mais de um milhão de mortes ao ano por acidente vascular cerebral e outras três milhões por doenças cardiovasculares em todo o mundo, no mesmo período.
A explicação para isso está no fato do consumo de sal estar diretamente ligado a hipertensão arterial, que por sua vez está presente em cerca de 50% dos casos de doença das coronárias e em 60% dos acidentes vasculares cerebrais.

Estudos também têm alertado para um novo aliado da pressão arterial: o potássio. Já é consenso entre especialistas que o consumo regular de potássio é capaz de reduzir a pressão arterial. O ideal, portanto, é que pouco a pouco o sódio seja substituído pelo potássio em benefício da redução do risco de doenças cardiovasculares.

Sódio e potássio

Para aumentar o consumo de potássio, consuma sempre alimentos como feijão, ervilha, vegetais verde-escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa e laranja. Na outra ponta, podemos começar a reduzir o consumo de sódio com a simples medida de retirar o saleiro da mesa. Para temperar a comida, o sal e outros condimentos industrializados devem dar lugar a ervas como a sálvia, tomilho, louro, cebolinha, alecrim, e outros, que podem temperar a comida adequadamente. Devem ser evitadas as conservas, enlatados e salgadinhos, bem como carnes processadas, embutidos e fast food.

Sal Light

Muitas pessoas me perguntam sempre sobre o SAL LIGHT, eu particularmente acho uma boa alternativa para diminuir essa ingestão do sal comum. Trata-se de uma versão do tempero que contém cerca de 50% de cloreto de potássio e 50% de cloreto de sódio. O cloreto de sódio precisa ser dissolvido em água para agir no organismo humano. Ou seja, quanto maior é a ingestão de sal comum, cuja fórmula é composta basicamente por cloreto de sódio, mais líquidos serão necessários para dissolvê-lo. Isso provoca uma sobrecarga no sistema circulatório e, conseqüentemente, aumento da pressão arterial. Já o cloreto de potássio fica menos tempo no organismo, diminuindo a retenção de água. Conclusão: a nova composição é bem mais balanceada do que a tradicional e, portanto, ideal para os hipertensos. No entanto, o sal light deve ser consumido com orientação o nutricionista e/ou médico.


Bibliografia(s)

III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em http://www.sbn.org.br/Diretrizes/cbha4.htm.

Strazzullo P, D’Elia L, Kandala NB, Cappuccio FP. Salt intake, stroke, and cardiovascular disease: meta-analysis of prospective studies. British Medical Journal. 2009;339(241):b4567.

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