SEJA BEM VINDO AO MEU BLOG!


Aqui você pode tirar suas dúvidas sobre alimentação e saúde, é um canal direto com o profissional onde nos comunicamos de forma rápida e moderna, mande sua pergunta para algum dos e-mails abaixo e responderei o mais rápido possível!

Muito obrigado pela vista e volte sempre!

ENVIE SUA PERGUNTA PARA:

dicasdonutricionista@gmail.com

ATENDENDO PELOS PLANOS:

GoodLife Saúde
Mais Saúde
São João de Deus Saúde
Saúde Caixa

Pesquise no Blog

Páginas

Mostrando postagens com marcador câncer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador câncer. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de março de 2010

Fenilalanina e Câncer (Pergunta Enviada)



"Gustavo, gostaria de saber sobre a FENILALANINA pricipalmente se ela realmente causa câncer."

Mírian Campos, Pará de Minas
Pergunta enviada
pelo email gustavocaffaro@hotmail.com em 02/03/2010


Pois bem, muito já ouvi falar a respeito sobre essa possível associação da fenilalanina com o câncer, conheço um pouco sobre a história do caso mas confesso que nunca dediquei meu tempo para uma pesquiza mais profunda sobre o assunto, entretanto, esta hora chegou!
Primeiro gostaria de fazer uma breve introdução explicando a diferença entre fenilalanina e o aspartame. A fenilalanina é de forma correta e muito simples descrita no teixo a seguir coletado na wikipedia.

"É um composto natural que está presente em todas as proteínas (vegetais ou animais). O corpo humano necessita da fenilalanina, pois é uma parte integral de todas as proteínas do nosso corpo. Os humanos não conseguem sintetizar a fenilalanina, logo é um componente essencial da nossa dieta diária, sem ela o corpo não consegue funcionar."



Já o adoçante artificial aspartame é um dos mais usados mundialmente para substituir o açúcar nos produtos dietéticos e foi introduzido no mercado no início da década de 80. Como é feito basicamente a partir de dois aminoácidos essenciais, e um deles é justamente a fenilalanina.


A
segurança e ausência de efeitos colaterais do aspartame desde a sua introdução no mercado nunca haviam sido contestadas... até que em 1996 surgiu um médico americano chamdo John Olney que publicou um estudo em um famoso jornal de medicina e saúde que imediatamente chamou a atenção do mundo todo. Ele obeservou por meio de registos que desde o ano de 1981 houve um aumento significativo (em torno de 10%) nos casos relatados de tumores cerebrais. Este estudo ainda concluiu que neste mesmo período houve uma pequena redução dos casos de tumores relativamente menos agressivos (astrocitomas) e um aumento da incidência de um tipo de tumor muito mais agressivo, e muitas vezes terminal, chamado glioblastoma.

Muito foi se falado na época e nada foi realmente provado e constatado, nenhum outro fator foi levado em consideração e ele simplesmente associou um fato ao outro e que tomou a culpa nesta história toda desde de então foi justamente a FENILALANINA.

Entretanto um estudo pioneiro recente, realizado no Brasil realizado pelo CENUGEN – Centro de Estudos em Nutrição e Genética Toxicológica da UniFil, entitulado de "Avaliação dos efeitos da fenilalanina na prevenção de danos clastogênicos induzidos pela administração aguda de ciclofosfamida em camundongas prenhes e não prenhes", tentou provar justamente o contrário, que a FENILALANINA poderia em certos casos proteger contra o câncer. Em primeira instância os resultados foram positivos mas é válido lembrar que o estudo é recente e foi realizado apenas em camundongos, novas pesquisas devem ser realizadas para comprovar a veracidade desta teoria e quem sabe tirar o título de vilão da fenilalanina.

É válido lembrar que não estou afirmando nem que sim nem que não, mostro a dificuldade que nós profissionais encontramos diariamente, postanto tenho sempre uma conduta característica, na dúvida, prefiro não recomendar. Ainda pelo fatode que a fonte principal de ingestão da fenilalanina ser mesmo o aspartame e os alimentos que o contêm em sua composição. Estes adoçante artificial e seus derivados podem e devem ser substituidos por fontes comprovadamente mais saudáveis e seguras. Ou você quer ser cobaia de algum experimento?

Obrigado, tenham uma ótima tarde!

Referências:

Olney J. W. et al, "Increasing brain tumor rates: is there a link to aspartame?", Journal of Neuropathology and Experimental Neurology, Vol.55, No11, November 1996.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fenilalanina - acessado em 04/03/2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nutrição, exercícios e câncer



Todas as recomendações definidas para prevenção do câncer terão maior eficácia quando associadas àquelas que previnem a obesidade e outras doenças crônicas. Um indicativo disto é a combinação de alimentação com atividade física, de acordo com o novo relatório de Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física, fruto da parceria entre o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) no Projeto de Promoção do Consumo de Frutas, Legumes e Verduras (Projeto FLV).

O estudo revisa de forma sistemática os determinantes ambientais, econômicos, sociais e individuais dos padrões de alimentação, nutrição e atividade física, avalia a eficácia de intervenções e ações para prevenção do câncer e de outras doenças e apresenta amplas recomendações baseadas em evidência para políticas efetivas a curto e longo prazos.

Os pesquisadores encontraram, por exemplo, que com políticas para a melhoria da qualidade de vida, segurança e qualidade alimentar, é possível prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio, aliando a nutrição adequada com a prática esportiva.

Esta redução é especialmente importante diante do quadro vivido atualmente não apenas no Brasil. Em 2009, cerca de 11 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram diagnóstico de câncer. São aproximadamente 8 milhões de mortes pela doença todos os anos. A estimativa mundial indica, ainda, que esse número deve aumentar, assim como o excesso de peso, a obesidade, os hábitos sedentários e, em muitos países, o tabagismo.

Os números do Inca revelam que a combinação de exercícios físicos e combate à obesidade correspondem à prevenção de 41% dos tumores de estômago, 34% de pâncreas e 37% do intestino grosso (colorretal). No total, 19% de todos os cânceres são preveníveis graças a essa associação.

O sedentarismo e o consumo de alimentos processados e ricos em sal, gorduras e açúcares tem contribuído para o aumento de peso, incidência de obesidade e o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o câncer, até mesmo em crianças e adolescentes.

A publicação destaca medidas simples como consumir água potável e cuidados com a higiene e conservação dos alimentos, além de recomendar investimentos em educação alimentar a partir da infância para reverter o cenário atual.

Hábitos Modernos

As populações ao redor do mundo têm trocado as áreas rurais por cidades, adotando costumes sedentários e consumindo grandes quantidades de bebidas e alimentos industrializados. Nas regiões mais industrializadas, nas quais o suprimento de alimentos é garantido, ocorre um aumento rápido de peso, da obesidade e também de doenças crônicas, como as cardíacas e o câncer. Se ninguém fumasse ou fosse exposto ao tabaco, aproximadamente um terço dos atuais casos de câncer também seria prevenido.

Nas grandes capitais brasileiras, o estudo adverte que a situação é ainda mais complicada, pois o cidadão encontra uma série de obstáculos que impedem a prática diária de atividade física. Cidades como Belo Horizonte, Goiânia, Brasília e Palmas, projetadas para o transporte motorizado, ou naquelas urbanizadas precocemente, como São Paulo e Rio de Janeiro, as longas distâncias exigem ônibus ou carro, tornando as ruas congestionadas pelo tráfego e as vizinhanças divididas por vias expressas e as calçadas estreitas.

Utilizar o carro ou o transporte público para trabalhar ou para fazer compras no lugar da caminhada ou da bicicleta, portanto, acaba sendo a única forma encontrada pelos residentes destas regiões. A falta de parques grandes e espaços abertos é outro fator que afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas e, consequentemente, a saúde.

Bibliografia(s)

Prevenção do Câncer. Instituto Nacional de Câncer. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home