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terça-feira, 13 de abril de 2010

Organise sua Geladeira


Todos sabemos da importância de sempre verificar a data de validade dos alimentos, mas você sabe como armazená-los em sua geladeira de maneira correta?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, e fazem, a porta da geladeira não é o lugar mais indicado para armazenar os ovos. Os movimentos constantes de abre/fecha podem quebrá-los. O correto é armazená-los em embalagens de plástico e sem contato com os demais alimentos.

Na porta da geladeira somente alimentos como: catchup, mostarda, temperos, bebidas industrializadas, conservas, etc, pois tem um prazo de validade maior e são menos perecíveis.

As verduras, legumes e frutas devem ser lavadas assim que chegar em casa, armazenadas em sacos plásticos separadamente e colocadas na gaveta inferior.

Nas prateleiras superiores, devem ser armazenados os alimentos mais perecíveis como queijos, presunto, salame, embutidos em geral, leite, iogurtes, por ser a parte mais fria da geladeira.
Sobras de alimentos já preparados devem ser retiradas da panela, armazenadas em recipientes de vidro ou plástico, bem fechados e colocados nas prateleiras do meio. Esses alimentos prontos, quando conservados a uma temperatura inferior a 4ºC podem ser consumidos em até 5 dias.

As latas de molho de tomate já abertos também devem ser colocadas nestas prateleiras.

Os alimentos já preparados e que não serão consumidos em breve devem ser retirados da panela, armazenados em embalagens separadamente e colocados no freezer ou congelador. É importante também que coloque etiquetas nestes alimentos com a data de congelamento.

Outra dica importante é não lotar a sua geladeira de alimentos, isso pode prejudicar a circulação de ar. Higienizar corretamente a geladeira e o freezer também é essencial para manter seus alimentos bem conservados.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Estudo Alerta para Importância das Calorias das Bebidas



Sempre de olho no que comemos, muitas vezes nos esquecemos que boa parte das calorias ingeridas está nas bebidas. Refrigerantes, sucos, leite, bebidas alcoólicas, entre outras, trazem consigo calorias muitas vezes determinantes no sucesso ou fracasso de uma dieta.

O alerta vem de um estudo realizado na Johns Hopkins School of Medicine, nos Estados Unidos, que avaliou 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos. Os pesquisadores monitoraram a redução de consumo de líquidos e alimentos sólidos de voluntários durante 18 meses. Nos primeiros seis meses, nos pacientes com redução de calorias proveniente de bebidas açucaradas, tais como refrigerantes e sucos industrializados, houve perda de meio quilo no período.

Em outro grupo, com redução de quantidade equivalente de calorias, porém provenientes de alimentos sólidos, a diminuição de peso foi cinco vezes menor.

O estudo reforça que bebidas como refrigerantes, refrescos e outras bebidas adoçadas com açúcar são bastante calóricas e devem ser contabilizadas na dieta e, se possível, reduzidas ou substituídas.

O estudo

A ingestão alimentar foi medida por meio de questionários respondidos por telefone, sem aviso prévio.

Pesquisadores dividiram as bebidas em várias categorias com base em valor calórico e nutricional de suas composições: adoçadas com açúcar (refrigerantes, refrescos, polpas, ou outras bebidas de alto valor calórico adoçadas com açúcar) ou bebidas dietéticas (refrigerantes diet ou outras bebidas adoçadas com adoçantes artificiais), leite (integral, 2% de gordura, baixo teor de gordura e desnatado), sucos (100% provenientes de frutas e vegetais), café e chá com açúcar, café e chá sem açúcar e bebidas alcoólicas.

Eles descobriram que 37% das calorias líquidas eram provenientes de bebidas adoçadas com açúcar.

Calorias sólidas x calorias líquidas

O resultado revela que regulamos melhor a ingestão de calorias sólidas do que de líquidas, ou seja, é mais fácil exagerar quando bebemos do que quando comemos.

A constatação pode ser observada no dia-a-dia das pessoas, que raramente contabilizam as calorias ingeridas por bebidas e acabam exagerando na dose. O fato é comprovado pelos crescentes números do consumo, por exemplo, de refrigerantes no mundo inteiro.

Outro ponto negativo para as bebidas calóricas está na falta da necessidade de mastigação, presente nos alimentos sólidos. É ali que inicia o mecanismo de regulação da saciedade. Ao mastigar e deglutir um alimento, estimulamos as regiões do cérebro responsáveis por regular a satisfação.

O açúcar frequentemente utilizado em bebidas também interfere nesta diferença. Por ser um carboidrato simples, de rápida absorção, ele estimula a produção de insulina, favorecendo o estoque da energia ingerida em forma de gordura.

Fique de olho!

Um dos principais vilões das dietas de emagrecimento, especialmente quando não são orientadas por um profissional, são os refrigerantes regulares. Os sucos, apesar de serem excelentes fontes de vitaminas e minerais, também merecem atenção e não devem ser consumidos à vontade, já que contêm calorias.

Muitos indivíduos tomam sucos de frutos em abundância, certos de que estão fazendo somente bem ao organismo enriquecendo-o de vitaminas. Mas nem todas as versões são assim. Os sucos de caju, acerola, pêssego, limão, morango, melão ou maracujá, adoçados sem açúcar, são boas opções por serem provenientes de frutas com baixas calorias. O mesmo não podemos dizer da laranja, manga ou uva, que devem ser consumidas na forma de suco moderadamente.

As bebidas açucaradas ingeridas durante os intervalos das refeições podem ter outro efeito negativo, pois quando ingerimos algo rico em açúcar depois de algumas horas sem comer, o açúcar é rapidamente disponibilizado em nossa corrente sanguínea, aumentando nossa glicemia e saciando momentaneamente nossa fome. No entanto, da mesma forma que o aumento da glicemia se deu de forma rápida, ocorre a queda, estimulando ao organismo a sensação de fome novamente.

Embora os sucos naturais contenham mais calorias que as bebidas diet/light, não devemos ignorar que eles fornecem vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento de nosso organismo. Para substituí-los, há no mercado diversas opções interessantes, como a água de coco.

A água de coco é um excelente repositor de eletrólitos, comumente perdidos em atividades intensas. Outra dica, especialmente para aqueles que não dispensam um refrigerante, são as águas aromatizadas, que não contêm calorias, mas possuem gás, saciando a vontade.

Referência(s)

Johns Hopkins School of Medicine School of Public Health. Beverage Consumption a Bigger Factor in Weight. Disponível em http://www.jhsph.edu/publichealthnews/press_releases/2009/caballero_beverage_consumption.html.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Hidratação Já!


Bom dia caros leitores!

Nunca é demais lembrar que a água é essencial para o bom funcionamento do organismo. Ela ajuda a repor sais mineirais, possui funções como transporte de nutrientes e hormônios, auxilia na remoção de meteriais residuais e toxinas, e tem papel lubrificante e regulador na temperatura corporal. Sobretudo no calor, quando transpiramos mais para manter a temperatura do nosso corpo em níveis ideiais, é preciso estar sempre atento.

Você sabia que perdemos em média 3 litros de água por dia? Entre transpiração, respiração, urina e fezes. O recomendável é que se ingira pelo menos 2 litros de água por dia (oito copos de 250 ml), ai você vai se perguntar: Mas se eu perco 3 litros ao dia, de onde vêm o outro 1 litro que está faltando? O restante de água, o organismo retira, por exemplo, dos alimentos que consumimos.

É importante ressaltar também que não devemos esperar ter sede para beber água, pois a sede é um sinal de que o corpo ja está em processo de desidratação, o ideal é que bebamos água antes da sede chegar e de preferência em pequenas quantidades para não dilatar o estômago nem sobrecarregar os rins.

Crianças e idosos são mais suceptíveis à desidratação, pois nelas o mecanismo de controle da sede é menos eficiente. Então é sempre bom prestar a atenção neles. Já os praticantes de atividade física precisam de um planejamento individualizado de hidratação, para antes, durante e depois dos treinos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Existe diferença entre obstipação e constipação intestinal?



Não. Tanto a obstipação quanto a constipação intestinal (CI) indicam defecação insatisfatória. Para elaborar uma definição para a constipação funcional crônica, um comitê de especialistas internacionais reuniu-se em Roma, já pela segunda vez, e criou o documento conhecido como Critérios de Roma II. Algumas definições foram estabelecidas para constipação intestinal: menos que três evacuações por semana, esforço ao evacuar, sensação de evacuação incompleta, fezes endurecidas ou fragmentadas, sensação de obstrução à evacuação e manobras digitais para facilitar as evacuações. São considerados constipados aqueles que apresentem ao menos dois desses critérios, referidos em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses. De acordo com esses critérios, não são considerados constipados aqueles que referem perda de fezes aguadas ou pastosas em pelo menos 25% das evacuações nos últimos 3 meses.


A CI é mais prevalente entre mulheres, idosos e crianças. Nas mulheres, algumas das hipóteses causais são danos causados aos músculos pélvicos e suas inervações, decorrentes de partos e cirurgias ginecológicas, e os prolapsos genitais, mais freqüentes após a menopausa. Para os idosos, a CI pode ser devida a menor ingestão alimentar, perda da mobilidade, fraqueza das musculaturas abdominal e pélvica e medicações. Finalmente, as crianças também podem sofrer de CI por reterem a evacuação, por susceptibilidade genética para desenvolver problemas gastrointestinais, por fatores ambientais, como estresse, dentre outros.


Diversos fatores podem levar à constipação, como doenças metabólicas, endócrinas e neurológicas, condições psicológicas (estresse, depressão e ansiedade), anormalidades estruturais (fístula anal, hemorróidas, doenças inflamatórias intestinais, dentre outras), inadequada ingestão alimentar e estilo de vida. Essas situações clínicas estão associadas, de uma forma ou de outra, à falta de resíduos dentro do cólon, perda de sensibilidade dos órgãos que desencadeiam os mecanismos da defecação, perda das contrações dos músculos envolvidos com a defecação e obstrução mecânica


Dessa forma, é importante o conhecimento das circunstâncias ligadas ao início do sintoma, a história alimentar, quanto ao volume e tipos de alimentos ingeridos, a ingestão de fibras, e o volume de água consumido por dia. A comparação entre o hábito intestinal atual e o remoto e o uso atual de drogas também são informações indispensáveis.

Portanto, algumas formas de tratar a constipação são orientar o consumo alimentar de frutas, vegetais, cereais integrais, que aumentam a ingestão das fibras, indicar a suplementação de fibras, probióticos e prebióticos, a ingestão adequada de água, os exercícios físicos e a medicação laxativa via oral ou retal, quando necessário.

Consumo de Bebidas Alcoólicas Pode Prevenir Doenças do Coração


Em estudos observacionais, o consumo moderado de álcool tem sido associado à diminuição do risco para doença cardiovascular em geral, que é o principal determinante da insuficiência cardíaca. Outros pesquisadores encontraram que o consumo pesado de bebida alcoólica pode aumentar o risco para cardiomiopatia. Entretando, acaba de ser publicado, na revista Circulation, um estudo prospectivo mostrando que o consumo moderado (de até duas doses de bebida para homens e uma para mulheres) pode proteger da falência do coração, principalmente entre pessoas que já tiveram alguma doença cardiovascular.

O trabalho envolveu o acompanhamento de mais de 20 mil médicos homens norte-americanos durante mais de 18 anos. Desses, foram selecionados os 904 que apresentaram episódios de insuficiência cardíaca (heart failure), entre os quais foram coletadas, regularmente, informações sobre o hábito de beber. Foi identificada, nesse estudo, uma tendência significativa (p = 0,002) de se manter livre de eventos de insuficiência, da menor (1 dose por semana) para a maior categoria de consumo (sete doses por semana). Isso significa que foi demonstrado que “beber moderadamente está inversamente associado com o risco de falência cardíaca, numa relação dose-resposta”, comentam os autores. Mesmo após ajuste para índice de massa corpórea e doença valvular prévia, a tendência se menteve. Ajuste para prática de exercício físico também não alterou os resultados. Só não foi encontrada associação significativa entre o consumo quando excluídos os pacientes sem antecedentes de doença cardiovascular. Trata-se, segundo os autores, de um dos poucos trabalhos analisando essa associação em longo prazo de consumo.

“Embora todo paciente deva ser aconselhado contra o consumo pesado de bebida alcóolica, nossos resultados sugerem que beber moderadamente pode diminuir o risco de falência cardíaca, especialmente os eventos relacionados com doença cardiovascular prévia”, comentam os pesquisadores.

Entretanto eu acredito que os resultados não devem ser rapidamente generalizados para a população em geral, visto que se trata de amostra de médicos, portanto de nível educacional maior, e cuja dieta e os hábitos de vida “poderiam ser considerados protetores contra a doença cardiovascular”. Resta saber, a partir de estudos específicos, se realmente isso é verdade…

Segundo os resultados do estudo a incidência crua de insuficiência cardíaca foi de 25 por 1.000 por pessoa para o consumo de uma dose semanal de bebida, 20 por 1.000 para 1 a 4 doses, 24,3 por 1.000 para 5 a 7 doses e 20,6 por 1.000 para 7 doses por semana.


Referência(s)
Djousse L, Gaziano JM. Alcohol consumption and risk of heart failure in the Physicians' Health Study I. Circulation. 2007;115(1):34-9.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Efeitos da Linhaça Sobre o Perfil Lipídico Sanguíneo


Metanálise publicada pela revista American Journal of Clinical Nutrition concluiu que a linhaça pode reduzir significativamente os níveis sanguíneos de colesterol total e LDL (lipoproteína de baixa densidade), mas os efeitos dependem do tipo de intervenção, gênero e perfil lipídico inicial.

Este estudo reuniu revisões de trabalhos científicos sobre o efeito da linhaça (semente, óleo ou suplemento de lignana) no perfil lipídico do colesterol total, do LDL, do HDL (lipoproteína de alta densidade) e triglicerídeo. Os resultados referem-se aos grupos suplementados em relação aos grupos controles, ou seja, aqueles que não consumiram linhaça ou seus derivados.

Os resultados para colesterol total foram investigados em 28 estudos e um total de 1548 participantes, enquanto o LDL foi estudado em 27 artigos, somando 1471 indivíduos. A redução nos níveis de colesterol total foi significante (p = 0,02) para a maioria da população em questão, com redução média de 0,10 mmol/L. Já a redução de LDL, média de 0,08 mmol/L, foi considerada marginalmente significativa (p = 0,04).

As maiores reduções no colesterol total foram observadas com o uso da semente de linhaça inteira (- 0,19 mmol/L) e com suplementação de lignanas (- 0,28 mmol/L). Similarmente, as concentrações de LDL diminuíram com a semente de linhaça e com lignanas (ambas - 0,16 mmol/L). Não houve mudanças significativas na concentração sérica de colesterol total e LDL com o uso do óleo de semente de linhaça.

“Talvez o efeito do óleo de linhaça tenha sido mascarado pelos ácidos graxos mono e poliinasturados consumidos por meio de outros alimentos na dieta do grupo controle. O óleo de linhaça é rico em ácido alfa-linolênico (50 a 62% do óleo ou 22% da semente). Alguns estudos já relataram que a suplementação com óleo de linhaça não reduziu significativamente os níveis de colesterol e LDL sanguíneos, e que o risco para doenças cardíacas pode ser diminuído quando as gorduras trans e saturadas são substituídas pelo ácido alfa-linolênico”, comentam os autores.

“A semente de linhaça contém muita fibra (28% do seu peso), sendo que 25% deste conteúdo está na forma solúvel. Adicionalmente, a linhaça é uma das fontes dietéticas mais ricas em lignanas (esteróide vegetal de ação análoga ao estrógeno em mamíferos) e já foi provado na literatura científica que as fibras solúveis e as lignanas podem diminuir significativamente o colesterol total e LDL. As doses diárias usadas nas intervenções com linhaça foram de 20g a 50g (média de 38 g/dia)”, dizem os autores.

Em geral, estas mudanças foram maiores nas mulheres do que nos homens. Os estudos ainda observaram que as maiores reduções nos níveis de colesterol e LDL sanguíneos foram observadas naqueles indivíduos cujas concentrações iniciais eram mais elevadas.


Os resultados referentes ao HDL foram analisados por 27 estudos e 1353 indivíduos e, quanto aos triglicerídeos, foram 26 estudos e 1359 participantes. Não houve correlação significativa entre a suplementação de linhaça ou seus derivados sobre os níveis de HDL e triglicerídeos.

“Nesta metanálise, investigamos o efeito da linhaça e seus derivados sobre a concentração sérica de lipídios por meio de revisões bibliográficas de pesquisas aleatórias e controladas. Os resultados sugerem que o consumo de linhaça reduz a concentração sanguínea de colesterol total e da fração LDL, e que esse efeito é mais evidente em estudos que utilizaram a semente de linhaça, com mulheres (particularmente no período pós-menopausa) e com concentrações iniciais de colesterol elevadas. Mais estudos são necessários para investigar a efetividade da suplementação de linhaça sobre outros fatores de risco cardio-metabólicos, como doenças crônicas (como a síndrome metabólica e a diabetes), e sobre a morbidade e mortalidade das doenças cardiovasculares”, concluem os autores.



Referência(s)

Pan A, Yu D, Demark-Wahnefried W, Franco OH, Lin X. Meta-analysis of the effects of flaxseed interventions on blood lipids. Am J Clin Nutr. 2009;90:288-97.

terça-feira, 30 de março de 2010

Medicamentos com SIBUTRAMINA Agora Serão "Tarja Preta"

A partir de hoje, os medicamentos que contêm a substância emagrecedora sibutramina terão um controle maior de prescrição e venda. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que remaneja a substância da lista C1 para a lista B2 dos remédios sujeitos a controle especial. As empresas detentoras de registro de medicamentos a base dessa substância terão prazo de 180 dias para fazer as alterações necessárias nas bulas e embalagens.

Com a mudança, a sibutramina passa a ser classificada como psicotrópico anorexígeno e a tarja do medicamento muda de vermelha para preta. Além disso, esses remédios só poderão ser vendidos com receituário azul (em que a numeração é fornecida pela vigilância sanitária). Até então, a sibutramina era comercializada com receita branca, que não é numerada pela autoridade sanitária.

A sibutramina foi desenvolvida na década de 80 como antidepressivo e age em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite. Por promover uma sensação de saciedade alimentar, é indicada no tratamento da obesidade ou quando a perda de peso está clinicamente indicada. É encontrada principalmente sob a forma do sal Cloridrato de Sibutramina e, no Brasil, está disponível no mercado nas concentrações de 10mg e 15mg na forma industrializada, além das formulações manipuladas em farmácias magistrais.

Alerta

Em janeiro, a Anvisa divulgou um alerta para os profissionais de saúde sobre o uso da substância sibutramina no Brasil. A realização de um estudo, denominado "Sibutramine Cardiovascular Outcomes", demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.

O estudo indicou que o risco de desenvolver enfermidades cardiovasculares aumenta em 16% nos pacientes que utilizaram o medicamento quando comparados àqueles tratados com placebo. Com base no estudo, a agência regulatória da União Europeia (EMA - European Medicine Agency) suspendeu a autorização de comercialização para o medicamento em todo o bloco.

Nos Estados Unidos, não houve proibição da fabricação e venda do medicamento. O FDA (FDA - Food and Drug Administration) solicitou a inclusão de novas contraindicações na bula do produto, para informar que a sibutramina não deve ser usada em pacientes com história de doença cardiovascular.


FONTE: UOL NOTÍCIAS

segunda-feira, 29 de março de 2010

Esperança Para os Portadores de Diabetes Tipo II



Foi publicado em setembro de 2009 na revista Cell Metabolism, um novo estudo apresenta uma grande possibilidade para as mais de 180 milhões de pessoas no mundo que sofrem hoje com o diabetes tipo 2.

Realizada por um grupo internacional de pesquisadores, a pesquisa descobriu que a ativação da proteína TGR5 é capaz de reduzir o ganho de peso e de tratar o diabetes. O grupo, coordenado pelos professores Kristina Schoonjans e Johan Auwerx, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, examinou o papel da TGR5 no intestino. É lá que a proteína é expressada em células especializadas na produção de hormônios.

O trabalho é decorrente de outro, do mesmo grupo, que já havia demonstrado que ácidos biliares, que quebram as gorduras por meio da ativação da TGR5 em tecidos musculares e adiposos marrom, foram capazes de aumentar o gasto de energia e de prevenir, ou até mesmo de reverter, obesidade induzida em camundongos.

Na ocasião, os pesquisadores observaram que essas células enteroendócrinas controlam a secreção do hormônio GLP-1, que tem papel crítico no controle da função pancreática e na regulação dos níveis de açúcar no sangue. Kristina e Auwerx trabalharam em conjunto com que desenvolveu um ativador para a TGR5, chamado de INT-777, em colaboração com a empresa Intercept Pharmaceuticals, dos Estados Unidos.

O grupo, que contou com a participação de Roberto Pellicciari, da Universidade de Perugia, na Itália, demonstrou em testes em camundongos que a TGR5 pode efetivamente tratar o diabetes e reduzir a massa corporal. O estudo também revela que esses efeitos estão relacionados ao aumento da secreção da GLP-1 e do gasto energético.

Diabetes no Brasil e no mundo

De acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem mais de 180 milhões de diabéticos em todo o mundo. No país, são cerca de 5 milhões. O crescimento alarmante no número de portadores é, em parte, consequência dos péssimos hábitos e estilos de vida, e também pelo envelhecimento da população.

O Diabetes Mellitus é caracterizado pela hiperglicemia, o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, culminando nos vários tipos da doença. Qualquer que seja a causa, o tratamento gratuito já é oferecido em todo o País.

O tipo 2 é o mais comum e geralmente se manifesta após os 40 anos, em indivíduos obesos, com alimentação inadequada e sedentários.

Por não apresentar sintomas especialmente no início, estima-se que cerca de metade dos portadores do País não saiba da doença e permaneça sem tratamento.

Outro alerta fica para o aumento dos casos entre crianças e jovens, cada vez mais obesos e sedentários com a popularização de videogames, computador, salgadinhos, doces e refrigerantes.

Para prevenir a doença, é fundamental adquirir melhores hábitos alimentares e praticar atividade física com regularidade desde cedo.


Bibliografia(s)

Latest News, Agência Reuters. Disponível em www.reuters.com/article/pressRelease/idUS231762+01-Sep-2009+PRN20090901.

Divulgação científica, Agência FAPESP. Disponível em http://www.agencia.fapesp.br/materia/11008/divulgacao-cientifica/molecula-contra-diabetes-e-obesidade.htm.

Cuidados com a Saúde: diabetes. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Disponível em http://www.sbem.org.br/diabetes.

sexta-feira, 26 de março de 2010

10 Dicas Para Uma Vida Mais Saudável

1. Descubra

Aprender novas coisas pode reforçar o cérebro, especialmente se você acredita que pode aprender novas coisas. É um círculo vicioso: Quando você pensa que está tornando-se mais inteligente, você estuda mais, criando mais conexões entre os neurônios.

2. Exercícios

Estudos mostram que estudantes que praticam exercícios aeróbicos regulares ajudam a construir matéria cinza e branca no cérebros de adultos mais velhos. Em crianças o ponto alto foi o de levar a melhores performances em exames cognitivos.

3. Jogue videogame

Todo mundo que implorou por um videogame agora vai conhecer o melhor argumento para conseguir um: “Papai! Você não quer que eu tenha uma coordenação visual e motora inferior, quer?” Agora você pode falar que alguns jogos o tornam mais inteligente como por exemplo o Brain Age, da Nintendo, outros como o Guitar Hero, do PS2 aumenta a concentração e ajuda na coordenação motora, eles já estão sendo usados atualmente até mesmo como terapia em alguns casos.

4. Zzzzzz

Tirar uma soneca rápida no escritório pode deixar seu chefe irritado? Informe-o que você, na verdade, merece uma promoção de acordo com os últimos resultados dos estudos sobre o sono. Um breve cochilo pode melhorar a sua memória, mesmo que dure apenas seis minutos.

5. Pratique

Pratique os tipos de questões que aparecem nos testes de inteligência. Ao se preparar para problemas verbais, numéricos e espaciais, típicos dos exames psicrométricos, você pode melhorar o seu escore.

6. Mantenha-se afiado

Pesquisadores italianos descobriram que pessoas que tem mais de 65 anos que andam cerca de 9 km por semana em passo moderado tem 27% menos chance de desenvolver demência do que adultos sedentários. Os pesquisadores pensam que exercícios possam melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro.

7. Mais devagar

Não existe o fenômeno anunciado por aí chamado de “leitura dinâmica”. Ao menos se o seu conceito de “leitura” significa compreender o texto. Estudos mostram que os leitores rápidos vão muito pior quando questionados sobre o texto. A resposta motora da retina, e o tempo que a imagem leva para ir da mácula para o tálamo e em seguida ao córtex visual para processamento, limita os olhos para cerca de 500 palavras por minuto, em eficiência máxima. O estudante universitário comum alcança cerca da metade disto.

8. Sem pânico

Enquanto um leve nervosismo pode melhorar o desempenho cognitivo, períodos de estresse intenso é prejudicial para a saúde mental e do coração. Tente controlar a sua respiração.

9. Beba chá

A cafeína do chá verde e preto faz o corpo pegar no tranco e afia a mente. Não é bom beber café e energéticos em excesso. Para um ganho cerebral excelente faça pausas regulares para beber chá. Doses pequenas durante o dia são melhores do que tomar uma única grande dose.

10. Coma peixe

Peixes oleosos são ricos em DHA, um ácido graxo Ômega-3 responsável por 40% da formação das membranas celulares e podem melhorar a neurotransmissão. O DHA é necessário para o desenvolvimento do cérebro do feto e vários estudos ligaram dietas com bastante peixe à redução do declínio mental com a idade avançada. Além disto o Ômega-3, 6 e 9 auxiliam na regulação do colesterol sanguíneo, ajudando a evitar e tratar doenças cardíacas como a hipertensão.